quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Ainda bem que existe o E.C. Pelotas
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Sobre o fim de uma piada
![]() |
| Aproveitem os últimos momentos de graça dessa imagem |
![]() |
| Risos lembram dessa? "Corinthians é igual Chaves: A gente já sabe o final, mas assiste porque é engraçado". Podia muito bem ser uma foto de "Friends" aqui. |
![]() |
| Vlw, Sandra, tô vazando do Brasil, não há motivos pra viver em um país com o Corinthians campeão da Libertadores. |
terça-feira, 8 de maio de 2012
Sobre o Lollapalooza - 2º Dia
1ª Parte
Antes
TÁ, MAS ESTAMOS AQUI PARA FALAR DE ARCTIC MONKEYS.
AMANHÃ: Arctic Monkeys, meninas tristes e a festa pós-Lolla.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Sobre o Lollapalooza - 1º dia

A Entrada

Ritmo Machine
Enfim, mais um reconhecimento de campo, tirei umas fotos pra mandar via sms pra galera de Pelotas e fomos em direção ao Cidade Jardim, o de fato palco do Foo Fighters. Já tinha uma galerinha vendo o show de uma banda chamada Ritmo Machine, uma mistura de Charlie Brown Jr com RATM, mas como tendia mais para este eu curti bastante. Dava pra ficar ali pra sempre e ver o show do Foo Fighters numa boa, numa relax. Dali 10 horas. Nem a pau, Juvenal. Acabou o show e partimos em direção ao Butantã novamente,

Cage the Elephant

Voltei e o público inteiro tinha chego. Não consegui ficar num lugar sensacional como era o que eu tava antes, mas era bom o novo. Começou o show e na primeira música eu voei pra frente, perdi meu chapéu e mochila –que depois me devolveram, brigado, galera – e comecei a curtir demais. O som tava uma bosta e não dava pra escutar a voz do Matt, mas todo mundo em volta sabia todas as letras, então nem foi algo tão terrível. Tá, foi sim, eu queria ter escutado direitinho o show. Mas aí quando eles começaram a tocar Tiny Little Robots eu já não tava mais me importando com nada, o show tava demais. Perto dali o Matt deu o primeiro Mosh. Nunca foi tão violentado em toda a vida, disse ele. Eu, que tava achando o público pouco muito animado, parei de pensar isso. “Se o cara curtiu, quem sou eu pra discordar?”. Aí comecei a pular mais, meu chapéu fugiu (?) da minha cabeça e, PASMEM TODOS, me devolveram. Foi como se o meu chapéu tivesse feito um mosh pela galera toda e tivessem devolvido ele pro palco, no caso, a minha cabeça. Eu esperava que o show fosse MODAFCUKINPRACARALHODEMAIS, mas, por causa do som, foi só MODAFUCKINPRACARALHO. Mesmo assim foi o terceiro melhor de todo o festival. Queria ter ficado mais na frente. Nunca mais achei o André depois do show, mas beleza, porque outros dois amigos tavam chegando.

Band of Horses
Eu não conhecia absolutamente nada da banda, mas fui porque já tava cansado de ficar perambulando. Quer dizer, acho que eu conhecia, ouvi alguma coisa antes do festival, sei lá. O que importa é que começou o show e eu ainda tava MUITO
pilhado do show do Cage, logo, eu queria outra apresentação enérgica, de ficar pulando, cantando e empurrando a gurizada toda. Não. O show do Band of Horses foi mais tranquilão. De se ouvir e curtir o som entrando. Mas, como eu disse, não era essa vibe que eu queria, então essa foi a minha visão desse show:

Que foi bem legal. A banda é boa, as músicas são daquelas de encher o peito e depois eu descobri que a Luísa Micheletti curte muito. Se eu tivesse descoberto isso antes, teria curtido muito mais pra parecer “olha, temos algo em comum, desce daí e vamos viver esse amor ouvindo Band of Horses”.
Peaches

Cara, o que aconteceu depois do Band of Horses eu não conseguia lembrar de jeito nenhum. Na viagem de volta pra Pelotas eu passei umas duas horas tentando lembrar até me atinar de pegar o treco que tinha o line-up e ver. Aí lembrei que a gente saiu e foi dar uma olhada no show da Peaches, mas eu interpretei mal a roupa dela e pensei que era um tipo de Lady Gaga. Pensei que a mina tava usando uma roupa bordada com CABEÇAS DE ALHO, mas na verdade eram peitos. Quando uma pessoa não consegue distinguir cabeças de alho de peitos é porque tem alguma coisa de errado na vida. Acho que vou procurar um especialista.
Foo Fighters

Algumas músicas depois o Dave apresentou os músicos e cada um fez um solo (bem fracos, por sinal). Obviamente todo o público gritou “Dave na bateria, Dave na bateria”, aí ele fez um charminho de adolescente e foi. Diferença brutal entre ele e o Taylor. Pronto, ficamos todos felizes e o show voltou à normalidade. Na hora de Best of You rolou aquela apreensão de ia rolar ou não o tão criticado flash-mob de cartazes com “OH OH”. Eu confesso que achei meio vergonha alheia, mas sei lá, na verdade deixa todo mundo se divertir do seu jeito, se todo mundo criticar qualquer atitude o planeta vai virar o lugar perfeito pra mina chata aquela. Enfim, sobre o que eu tava falando mesmo? Ah tá, Best of You. Nessa altura do campeonato eu já tinha me livrado da chatinha, mas tava do lado de uma criança de uns 14 anos minúscula e acompanhada dos pais, aí nem deu pra pular muito e eu fiquei paradinho curtindo o show e descansando um pouco.
Depois disso teve aquele momento CLÁSSICO que até hoje eu só vi a Legião Urbana tratar abertamente e falar “agora a gente vai sair ali um pouquinho, vocês gritam o nosso nome e a gente volta”. Na versão Foo Fighters esse momento foi preenchido com um vídeo direto do camarim num clima meio Zorra Total. Dave falando que iria tocar mais uma música e o Taylor atrás mostrando que seriam duas. Dave falando que, ok, tocaria mais duas e o Taylor pedindo três e por aí foi até que finalmente ficou claro que seriam mais cinco.
A volta foi épica. Talvez mais pra mim, porque eles tocaram Dear Rosemary, que é a minha predileta do disco novo e eu nem imaginava que fosse estar no show. Depois de babar o ovo do organizador do festival, o Dave babou o ovo da Joan Jett e chamou ela pro palco pra tocar Bad Reputation e I Love Rock N’Roll. Sensacional. Depois disso era só tocar Everlong e ir embora mesmo, o espetáculo tava completo.
Dá gosto ver uma banda com gosto pelo palco.
O que não deu tanto gosto foi a volta.
A Volta

Obviamente eu não fazia mais a menor ideia de onde meus amigos estavam, então segui o fluxo e fui em direção ao metrô MORRENDO DE SEDE DEUS DO CÉU QUE SEDE, mas tava sem dinheiro. Cheguei no hotel depois e botei a boca embaixo da torneira do banheiro risos. Tá, sem interrupções pra contar histórias futuras, vamos nos concentrar no lance da saída. Então segui o fluxo e fui em direção ao metrô. Chegando lá parecia que todo o festival tinha decidido voltar da mesma forma. E óbvio que os funcionários do metrô não esperavam aquele movimento faltando uma hora pra irem embora. Tava um lance meio The Walking Dead trocentas e vinte pessoas morrendo de cansaço tentando entrar no metrô por SETÊ catracas. Sendo que uma começou a funcionar só quando eu já tava perto. Sério, caro leitor, nunca pegue metrô após um evento grande no Jockey Club.
domingo, 27 de novembro de 2011
Sobre tipos
Mundo cruel.
Lá no Jardim de Infância eu estudava numa escolinha chamada “Monteiro Lobato”. Isso quase de nada importa pro que eu vou contar aqui. Enfim. Lá nesse lugar eu era apaixonado por uma coleguinha – eu tenho até uma foto da minha turma em que ela aparece, um dia eu mostro e quem sabe não acontece um reencontro – mas ela não me dava bola. Achava que tinha crianças com mais charme do que eu. O que era muito estranho, porque como vocês podem ver aqui eu era um cara maneiro. E essa, meus amigos, é a conversa que eu quero ter hoje com todos vocês: O meu tipo de mulher não gosta de mim.
O mundo desse sentimento tão belo que é o amor funciona da seguinte maneira: O coraçãozinho de cada um de nós tem uma fechadura. Essa fechadura se chama “tipo”. Todo mundo tem o seu tipo de fechadura, todo mundo tem o seu tipo de pessoa atraente. O meu varia de época para época, mas algumas características são interseccionadas, como orelha grande e gosto por MPB. Só que toda mina que curte MPB tem um tipo de cara. E eu não faço esse tipo. Eu até aprendi a tocar violão pra agradar a clientela, mas não dá pra conquistar as gatas tocando violão do meu jeito.
Voltando a exemplos reais. Depois, quando eu cresci um pouco e fui estudar no Gonzaga, rapidamente me apaixonei por outra colega – muito parecida com a anterior. Lá eu era mais tímido e então pedi pra um amigo meu falar pra menina que eu gostava dela. Ele falou. O diálogo que se sucedeu foi mais ou menos assim (usarei nomes fictícios porque eu conheço a mina até hoje e, ao contrário da colega do Monteiro Lobato, não quero um reencontro com essa e vocês vão concordar comigo depois):
- João, eu gosto muito da Sofia, mas eu tenho vergonha. Entrega esse pirulito pra ela e diz que eu gosto dela.
- Sofia, o Leon gosta de ti e te mandou esse pirulito.
- Ai, esse guri é muito chato e esquisito. Me dá o pirulito e diz pra ele me deixar em paz.
Sofri durante praticamente todo o meu ensino fundamental por causa desse dia. Btw, ela virou minha colega no último ano do ensino médio e, numa ocasião que eu não lembro agora, eu precisava dizer o meu nome pra ela. Disse e ela respondeu que era óbvio que ela já sabia o meu nome e sorriu.
Vamos para o ensino médio, essa época totalmente zuadera onde você desenha pênis com mostarda no bosque do colégio e estuda pro vestibular. Lá o problema não eram as meninas que eu gostava. Eram as meninas que gostavam de mim. Tinha uma espécie de fã-clube em minha homenagem funcionando dentro do Mario Quintana e as suas atividades eram salvar fotos minhas nos computadores do colégio renomeadas com “fofoooooooo.jpg” e escrever o meu nome e de uma das membras do fã-clube dentro de um coração com caneta por todos os cantos. Tudo isso seria sensacional e motivo de orgulho se ALGUMA dessas pintas fosse minimamente interessante no meu conceito de interessante no que se refere à mulher. Elas eram todas emos (isso ainda existe?) e tinham uns seis anos a menos do que eu. Todo cara que tá no ensino médio quer pegar mina um ano mais nova e sonha em pegar alguma mais velha. Não era nenhum dos dois casos. Eu tinha as minhas paixões platônicas dos meus 15 anos e nenhuma delas salvava fotos minhas no computador do colégio, muito menos escrevia meu nome por aí. Elas simplesmente me ignoravam. Não porque as pessoas que a gente gosta nunca gostam da gente e blablabla. Elas nem sabiam da minha existência porque eu apenas não era perceptível pro meu tipo colegial de garota.
E é isso que acontece. Eu faço o tipo de um tipo que eu não gosto. O meu tipo gosta de outro tipo. Tipo... Pessoas com baixa-estima poderiam se suicidar na minha situação, mas eu sou um cara de boa com isso. É como disse o Latino. Enquanto eu não encontro a mulher certa eu me divirto com as erradas.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Sobre o Stalk
Lá em meados dos anos 90 eu era um bobão. Estudava no maior colégio da minha cidade, tinha uns 20 coleguinhas e mais uns 50 da mesma série. Só que eu era um bobão e não queria fazer amigos. Eu me considerava o suprassumo do mundo e achava que ninguém era bom o bastante para ser meu bróder.
De fato, a maioria se transformou naquilo que hoje atende por “coxinha”, mas eu era criança, os seres humanos dessa idade costumam não estar nem aí para o fato de o coleguinha bebe Heineken num posto de gasolina fazendo cosplay do Faustão. Criança simplesmente quer um gordinho pra ser goleiro na hora do futebol. E eu, por não ser nem esse gordinho, até a sétima série – quando mudei de colégio – não tinha nenhum amigo. E o que quero dizer com tudo isso é: Não tinha nenhuma santa alma para me dizer pra parar com um lance que hoje nego chama de STALK. Como eu não tinha amigos para jogar bola e/ou comer bolo na hora do recreio, eu passava a minha hora de descanso perseguindo as mina que eu achava gata. E era bom nisso. Até hoje eu sei a árvore genealógica de uma das menininhas que eu stalkeava pelo grande pátio do Gonzaga.
Pra quem não sabe, stalk consiste em não somente perseguir uma pessoa, como também saber toda a história da mesma, além de seus gostos. Essa mina que eu citei acima pedia pastel de queijo na cantina. Uma das principais e mais básicas tarefas de um bom stalker é saber onde diabos a vítima está 24 horas por dia, 7 dias por semana, 4 semanas por mês 12 meses por... bem, geralmente um stalk não chega a durar um ano. Vamos colocar 6 meses por semestre e para por aí. E é aí que mora o perigo: A depressão do stalk. Aconteceu comigo semana passada e sei que contigo também já rolou. Eu fui no centro pesquisar preços de bicicletas e, depois disso, voltei a pé pra casa porque bicicleta é um troço caro nesse mundo capitalista do século XXI. Eu moro na Félix entre Telles e D. Pedro (alô, minhas stalkers) e, quando tava descendo a Félix passando ali pela Tiradentes eu lembrei que tava perseguindo uma mina que faz Odonto. Resolvi passar pelo campus onde ela estuda pra ver se via ela (parênteses aqui: Eu não conheço, nunca falei com a mina, ela não é de Pelotas e muito provavelmente nunca me viu mais gordo. O QUE DIABOS EU QUERIA QUE ACONTECESSE?). Não aconteceu. Eu caminhei umas três quadras a mais do que o percurso original, corri até o campus porque já tava sabendo que o horário de término de uma das aulas tava se aproximando e não aconteceu. Você, Stalker querido, sabe o que passou no meu coração naquele momento. Você sofre. Você vê a sua vida inteira diante dos olhos. Mais do que analisar, cê filosofa se aquilo tudo vale a pena. Respira fundo e segue em frente.
Stalk é isso. Cê tem que estar preparado pra tudo. Preparado tanto para receber uma resposta-surpresa ao seu reply PRAQUELA pessoa, quanto para ver o seu mundo desabar em um segundo quando toda a sua estratégia para simplesmente passar pela pessoa stalkeada dar totalmente errada. Ou então quando ela tuita aquela que é a frase mais triste para um stalker: “Retiro espiritual! Vou ficar longe da internet por uns tempos!”.
O que fazer nessas situações, Leon, O QUE FAZER??? Bem, meus queridos eu trago-lhes aqui a resposta:
Eu não sei.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Sobre ser livre ou Sobre estar sempre psicografando
Originalmente escrito em 11/01/2011
Hoje, dia 11 de janeiro, é aniversário de um dos caras mais sensacionais que eu já tive a oportunidade de ler. Sérgio Porto completaria 88 nesta terça-feira, se ainda tivéssemos a honra de tê-lo entre nós. Devidamente datados, vamos ao que interessa um pouco menos: Aquilo que vim contar-lhes hoje. Não há ocasião mais propícia para tal do que o aniversário do recém citado cronista, dono de uma narrativa extremamente descontraída, bem-humorada e, principalmente, Livre. Porto escrevia como lhe vinha às mãos, como queria e da melhor forma que traduzisse o seu desejo.
Exatamente para falar sobre isso que venho até aqui. Normalmente, esse blog serve para reclamar dos problemas da sociedade atual, visto que é nesta que vivo. Apenas dela posso me queixar, podendo às vezes, sem o propósito, parecer um pouco dessa galera moderninha que gosta de coisas antigas e está na comunidade do Orkut “nasci na época errada”. Porém, dessa vez venho chorar um causo antiguíssimo, a carta de Pero Vaz de Caminha já era antiga quando esse problema surgiu. Lá na época da Grécia Antiga, a moda era ser inteligente. Quando mais massa encefálica, mais atraente o sujeito era para as gatas e possivelmente daí tenha surgido essa triste mania que escritor tem de complicar a sua prosa, obviamente com suas belas exceções, como o já citado Porto, Vinicius de Moraes, entre outros a quem não pestanejo em chamar de gênios. O fato é que poder de síntese é um dom e, como toda raridade, não é todo mundo que possui. Não é todo mundo que sai por aí com diamantes no pescoço. Não é todo mundo que sai por aí simplificando sentimentos. Veja bem: Não estou dizendo que não nascer com a capacidade de ser um Vinicius é algo fatal. Muito pelo contrário, existem seres normais perfeitamente admiráveis, como é o meu caso. O meu problema é com outra raça: A dos que pagam de gênios.
É espantoso o fato de que alguns escritores renomados (alô, PC) tendam a andar pelo sombrio caminho das palavras difíceis, fazendo com que seus textos se tornem até meio bonitos, porém sem a menor graça. É como diz meu amigo Vicentinho: Não adianta ser bonita, tem que ter harmonia. Por favor, não pensem que não gosto de textos complicados de serem lidos, o meu problema é com aqueles que, mesmo com a possibilidade de serem simples, são complicados por algum vilão. Essa raça a qual me refiro acredita que um texto só é belo se for indecifrável, quando, na verdade, meus queridos, cês tão fazendo tudo, tudo errado. Vou ensinar pra vocês, jovens padawans: É como no Cinema. Existem filmes sem diálogos que querem passar uma mensagem pelas expressões dos atores carregadas pelos sentimentos de uma vida sofrida e também tem Woody Allen. Os dois falam de fracassados, mas o segundo certamente será mais feliz em seus resultados porque conseguiu passar a sua mensagem com mais simplicidade. Literatura, assim como qualquer outra arte, é isso: Passar mensagem. Esta é a alma das frases. No fundo, todo texto é psicografado. A diferença é que alguns são feitos pela alma própria do escritor. Esta, sem ter mãos, utiliza-se das pertencentes ao corpo.
De nada adianta um texto se não for feito por aquele que está escrevendo. Libertem-se, abram suas janelas, não sejam prisioneiros nem de vocês mesmos, jovens. Escrevam do jeito que vier à cabeça, sejam uns idiotas, porque todo mundo é idiota e precisa se identificar com as idiotices dos outros.






